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Roland Emmerich está de volta!
O que isso significa? sim, um filme recheado de efeitos visuais, animais gigantescos, efeitos sonoros ensurdecedores e... mais um blockbuster regular e previsível, daqueles que invadem as salas de cinema todo mês!
Foi feito uma boa publicidade do filme, o trailer era exibido exaustivamente em todas as sessões dos cinemas, cartazes pela cidade, comerciais na televisão... e veja só, já é a maior bilheteria do final de semana! alguma surpresa nisso? algo que justifique o ponto de exclamação? Assim como o sucesso comercial da aventura pré-histórica na telona, é sua trama: pre-vi-sí-vel!
Trata-se da "história" de D'leh (a palavra herói de trás pra frente em alemão), o primeiro "held" da história mundial.
Ainda criança, D'leh e sua tribo são abandonados pelo seu pai, logo após a chegada de Evolet (a linda Camilla Belle) a sua tribo. Desprezado das brincadeiras das outras crianças e traumatizado pelo abandono do pai, ele cresce tendo como única companhia Tic'tic e sua amada. Tudo muda quando D'leh consegue matar um mamute e assim, ganhar respeito, Evolet e a lança branca, objeto de status na tribo.
Porém, certo dia, eles são surpreendidos por "demônios" que raptam alguns dos moradores, inclusive a bela dos olhos azuis, e é claaaro que o jovem herói vai atrás de seu amor junto aos seus fiéis e destemidos amigos. Pareceu familiar?
A trama é conduzida de forma irregular, o que causa um certo desinteresse no espectador e, para compensar, o diretor alemão opta por abarrotar a tela com todos os elementos tipicos de um blockbuster. Outro absurdo cometido é a maneira com que Emmerich dirige os personagens: apesar do filme ser ambientado há 12.000 anos atrás, os nômades agem como se estivessem em dias atuais - e eu prefiro acreditar que isso tenha sido um tipo de piada satírica do diretor - não fossem os dreads e o figurino seria impossível dizer em que época a trama se passa.
Soma-se a isso uma fotografia sem graça (que só mostra a que veio quando precisa colocar em foco grandes batalhas em templos milenares ou desertos escaldantes ou montanhas de neve), uma montagem preguiçosa e convencional e, assim como as profecias certeiras da velha feiticeira, uma previsibilidade e clicheria de dar sono.
O melhor de tudo são os efeitos gerados a partir de computação gráfica, algum carisma dos personagens e um roteiro um tanto quanto bem-humorado.
10.000 A.C. não traz nada de novo, não acrescenta coisa alguma nem ao gênero épico de ação e nem a quem o assiste.
Desenvolvimento: 6
Diversão: 5,5
Efeitos: 8,5
Roteiro: 5
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