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"Vísceras, sangue, atrocidades, nudez, desmembramentos, Palavrões, cabeça afundada em tonel de baratas e ate ratazana enfiada na vagina, cenas ousadas assim só ele mesmo teria coragem de realizar no Brasil."
Depois de tomar um banho de sangue, gritos e choros com este filme, a única coisa que continuei pensando quando sai do cinema, a única questão pela qual o filme me fez relembrar e a seguinte. O Brasil tem sim potencial para abrir novos gêneros no pais, o que impede tudo isso e a verba... o Money.
O novo filme do enigmático José Mojica Marins ou Zé do Caixão, com um gênero fora do costume, conseguiu quebrar barreiras nacionais que impedem um alto orçamento. É pesadão e chega a encomodar em muitas cenas, suas seqüências são trash e dão uns calafrios de vez em quando. É apelativo...demais, mais acredito eu que, o que as pessoas vão observar não será o excesso de sangue ou o interior da carne e sim sua ideologia por trás das torturas (não, não apoio, apenas acho uma desculpa aceitável no ‘’roteiro’’ assim como acho aceitável a de Jigsaw de Jogos Mortais).
A maquiagem de tão perfeita se torna atraente...sou meio louco mas, e como eu já disse, mostra que o Brasil tem um potencial.
O roteiro escrito por Denisson Ramalho do polemico curta-metragem de horror (Amor Só de Mãe) e pretensioso, mas aproveita muito bem os 2 milhões do orçamento astronômico do filme. Mesmo com alguns atores de destaque como Jece Valadão quem mesmo rouba as cenas e as segura ate o final e o ser criador do mesmo, o Zé do Caixão.
Outro ponto alto do filme e que, o mesmo não procura em momento algum explicar seus atos e suas ocorrências sustentados apenas pelo idealismo de seu causador (o Zé), um estilo bem parecido ao de Jigsaw (o assassino de Jogos Mortais) que diz, ‘’As pessoas só valorizam a vida quando percebem que estão prestes a perdê-la. Se auto impondo a forma em que cada um pensa ou segue sua vida, José Mojica também obriga suas vitimas e levarem em conta tais idéias, ou seja, torturar para ele e um meio de se redimir da hipocrisia diária do ser humano, alem da busca encansável por uma mulher que irá gerar seu tão aguardado filho.
aproveitem, e um filme mais do que recomendado para os que acompanham o desenvolvimento do cinema nacional e para os fanáticos por sangue e que adoram um bom terror. O pai do gênero brasileiro está de volta, o fato de ‘’Encarnação do Demônio’’ ser o filme que encerra a franquia de Zé do caixão, não significa que o mesmo pare de trabalhar com outros futuros projetos do gênero. O filme foi bastante premiado em festivais, uma prova de que, sua origem e a de menos importante, o que importa mesmo e a sua qualidade.
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